O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.
Eu acredito, eu luto até o fim: não há como perder, não há como não vencer.
Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.
Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender.
"Ninguem tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender."
Eu so do tamanho daquilo que SINTO,que VEJO e que FAÇO,não do tamanho que os outros me enxergam.
Aliás - descubro eu agora - eu também não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria.
As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam idéias.
Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição.
Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter.
Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?
Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.
Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho.
Faço com os meus amigos o que faço com os meus livros. Guardo-os onde os posso encontrar, mas raramente os utilizo.
Odeio e amo. Porque o faço, talvez perguntes. Não sei. Mas sinto que é assim, e sofro com isso.
Sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil.
Todos os homens são fraudes. A única diferença é que alguns admitem isso. Eu mesmo nego...
A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim.
Às vezes acredito que há vida em outros planetas às vezes eu acredito que não. Em qualquer dos casos, a conclusão é assombrosa.
Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam.